17 de novembro de 2014

Azul é a cor mais quente

Esse post era para ter ido ao ar na sexta, mas a correria que foi minha vida a partir de quinta não está escrito. Fui para a casa dos meus pais (que fica à 160km da onde eu moro/estudo) e voltei em menos de 24h - ou seja, mal deu para matar a saudade. E a correria ainda não acabou, tenho trabalho para terminar, aulas para preparar, reuniões, seminário para apresentar... Isso tudo até quarta. Amém quinta é feriado! Hahaha!
Mas segunda-feira passada o dia foi mais tranquilo. Quem segue o blog no Instagram (@blocodesonhos - tá esperando o quê para seguir?) viu que eu fui às compras: levei três livros de uma vez em uma ida à Cultura. O primeiro que li foi a HQ da francesa Julie Maroh Azul é a cor mais quente (no original: Le bleu est une couleur chaude), que ficou famosa após a premiada adaptação para o cinema do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche La vie d'Adele (no Brasil o título se manteve igual ao da HQ, Azul é a cor mais quente). Tenho que admitir que apenas me interessei pela versão em quadrinhos por conta do filme, hehe.


Para quem assistiu ao filme, alerto: as histórias são um pouco diferentes. Nada que altere drasticamente o enredo, mas sim, são diferentes. Todavia amei os dois e sinto dificuldade em decidir por um preferido - o que é um bom sinal, hehe. Mas para quem não assistiu, aqui vai um resumo do enredo:
Clémentine é uma jovem colegial que vive sua vida conforme o esperado: tem suas amigas no colégio, preocupa-se com as provas, pai e mãe presentes e até paquera um rapaz um pouco mais velho da escola. Mas sua vida é cinza. Eis que ao passear pela cidade avista uma moça de cabelos azuis que chama sua atenção e da qual a lembrança ela jamais conseguirá se esquecer.
Em uma HQ toda em tons de cinza, os olhos e cabelos de Emma nos tons de azul são realmente cores quentes - e também uma novidade, algo diferente e hipnotizante.


A história é uma história de amor, mas não é apenas isso. Ela também é sobre crescer, sobre perceber sua sexualidade e carregar o peso de assumi-la, sobre encontros e desencontros, sobre amizade. É uma história sobre a vida, cheia dos seus clichês, porém sem perder a beleza e a delicadeza. Não é uma história feliz para deixar todo mundo pulando de alegria e alto-astral ˜uhuuul!!11!!˜, mas tem um gostinho agridoce que não nos deixa em depressão. Sabem como, é? Hahaha.


Eu adorei o livro, recomendo a todos! A edição da Martins Fontes é bem legal, brochura com capa dura em papel cartonado e acabamento em verniz. É para expor no quarto ou na mesa de centro da sala, sabe? Hahaha. Paguei se não me engano R$39,90.
Alguém já leu? Adoraria ouvir a opinião de vocês! :)

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